novembro 06, 2009
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de todos os meus blogs, este é o que eu já tive vontade de abandonar.
de todos os meus blogs, este é o que recebe visita a cada 2 minutos... tem alguém me monitorando - há e eu sei quem é!
se alguém, pensa que vai saber algo através de dizeres de outrem, se engana, redondamente. eu sou alguém, além disso aqui... aqui são escolhas, apenas.
recado dado!
novembro 05, 2009
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hoje é o dia do cinema brasileiro...
* vc, as fotos em p&b, as trilhas sonoras, a maneira de falar, a maneira de escrever, a maneira de se isolar, de entender o mundo, tudo além... vc me fez acreditar que existe alguém que vale a pena. e, que o cinema, me deixa viva. a sua risada... tudo. falar de vc, é difícil. tem muito de vc em mim...
novembro 04, 2009
novembro 03, 2009
novembro 02, 2009
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Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois não precisa mais. Ela é a amante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Não precisa de comunicação.
Clarice Lispector, in As águas do mundo
novembro 01, 2009
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Meu próprio cérebro é para mim a mais inexplicável das máquinas - sempre zunindo, sussurrando, voando rugindo mergulhando, e depois se enterrando na lama. E por quê? Para que esta paixão?
Virginia Woolf
outubro 31, 2009
outubro 30, 2009
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Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos).
Fernando Pessoa
outubro 29, 2009
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Daquele que amo
quero o nome, a fome
e a memória. Quero
o agora. O dentro e o fora,
o passado e o futuro.
Quero tudo: o que falta
e o que sobra
o óbvio e o absurdo.
Maria Esther Maciel, in Pacto
outubro 28, 2009
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O amor, esse sufoco
agora há pouco era muito
agora, apenas um sopro
ah, troço de louco
corações trocando rosas
e socos
Paulo Leminski
outubro 27, 2009
outubro 26, 2009
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Tolerem a minha intolerância.
Jules Renard
* rick, desculpa por tudo. pela minha intolerância principalmente. não esqueça do e-mail e deixe-se levar.
outubro 25, 2009
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Medo de amar nº3
Péricles Cavalcanti
Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é de você
Você tem medo, é de querer
Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Você diz que eu, simplesmente,
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel
Você não tem medo de mim...
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é de você
Você tem medo, é de querer
Me amar
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Fiapos nos dentes
o rosto todo amarelo
É tempo de manga
Eunice Arruda
* descobertas.
** ao bonitinho que me encanta.
outubro 24, 2009
outubro 23, 2009
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" Amor, cerimônia ontoligizante, doadora de ser. E por isso lhe ocorria agora aquilo que, na verdade , deveria ter lhe ocorrido logo no início: se alguém não tem dominio sobre si, jamais poderia ter alcançado a singularidade. E, afinal, quem é que se dominava de verdade? Quem é que tinha a perfeita consciência de si, da solidão absoluta que significa nem sequer contar com a própria companhia, que significa ter de entrar num cinema ou num bordel, ou em casa de amigos ou numa profissão absorvente ou, ainda, no matrimônio para estar, pelo menos, só entre os demais? Assim, paradoxalmente, o cúmulo da solidão conduzia ao cúmulo do gregarismo, à grande solidão das companhias alheias, ao homem só na sala de espelhos e dos ecos. Todavia, pessoas como ele e tantas outras, que aceitavam a si mesmas ou que se rejeitavam, mas conhecendo-se de perto, caíam sempre no pior paradoxo; estar talvez à beira da singularidade e não poder alcançá-la. A verdadeira singularidade feita de delicados contatos, de maravilhosos ajustes com o mundo, não podia ser cumprida por um só lado: a mão estendida deveria receber outra mão, vinda de fora, vinda de outro."
Julio Cortázar, in O Jogo da Amarelinha
outubro 22, 2009
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Eu Te Amo Porra
Lorenza Pozza
Ah, eu não sinto mais vergonha, não
Se a
falta vai dizer por mim
Você se engana tão melhor assim
Guardando tanto amor
que eu já não sei separar
Eu não sei
O som que faz quando um de nós se
vai
é quase vai-e-vem
Por muito tempo até que deslizei
Não deu pra segurar,
mas eu tentei
Devagar
Eu tentei
E eu não quero um outro alguém
muito
menos se for
pra esconder o nosso bem
em um falso sorriso
Pense muito
bem
nesse abrigo indeciso.
Outra foto no mural
e eu fui cuidar de mim
Fui
procurar ajuda para um coração
trincado pela culpa
vazando sem
perdão
Procurar ajuda para um coração
rincado pela culpa
coagulando sem
perdão
Eu errei fazendo a coisa certa
E, perdendo toda a essência
acho até
que não preciso de você
quando preciso de você
outubro 21, 2009
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Estava contente. Mas como doía.
Clarice Lispector
* a vc. a nós. a tudo o q conversamos ontem e hj.
:)
outubro 20, 2009
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Sei dos caminhos
Alice Ruiz
Sei dos caminhos que chegam
Sei dos que se afastam
Conheço como começa
Como termina o que faço
Só não sei como chegar
Ao nosso próximo passo
Ontem, meu bem, contei até cem
Hoje já não sei, hoje já não sei
Ontem, meu bem, contei até três
Hoje só pensei, hoje só pensei
Sei que me encontro sozinho
Sei também quando me acho
Sei tudo o que você acha
O buraco é mais embaixo
Foi um achado te achar
Perdido acho diacho
Meu bem, porque não vens que tem?
Ontem eu pensei, ontem eu pensei
Meu bem porque não vens de uma vez?
Hoje eu já não sei, hoje eu já não sei
* até sexta vc aqui... muito pouco tempo.
:-(
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Tudo Sobre Você
Fellini
Eu digo paz ao meu irmão sol
Eu digo amor a minha irmã lua
Eu digo paz ao meu irmão sol
Eu digo amor a minha irmã lua
Cada vez mais perto
Cada vez mais longe, cada vez mais perto
Cada vez mais longe
Você é tão simples e eu chorei
Você é tão só e eu vivo me escondendo
Você pisa em fogo e eu jogo água nas pessoas
Você vai embora e eu nunca te esquecerei
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Não devemos mostrar a nossa cólera ou o nosso ódio senão por meio de atos. Os animais de sangue frio são os únicos que têm veneno.
Arthur Schopenhauer
outubro 19, 2009
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O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança.
Aristóteles
* só no infinito nosso encontro? vamos nos encontrar? só no infinito? r. ?
até as paralelas se encontram no infinito, euclides, in postulados...
** quem sabe nós!
outubro 18, 2009
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"O teu olhar ficará no meu olhar quando morrer e, morto, contemplar as planícies que serão o teu olhar a anoitecer lento. O teu olhar ficará nas minhas mãos esquecidas e ninguém se lembrará de o procurar aí. Penso: nunca ninguém se lembra de procurar as coisas onde elas estão, porque nunca ninguém sabe o que pensa o fumo, ou as nuvens, ou um olhar. E tu. Continuarás perdendo o silêncio por mãos esquecidas, irá a enterrar o teu silêncio dentro do meu peito Mulher tantas vezes. Mulher repetida na respiração de um lugar passado ou morto. Tempo e vida. Mulher, não sei o que fomos. Sei que, hoje, te possuo. Hoje conheço-te. É meu o teu olhar e o teu silêncio. E de nada me serve já, porque avanço para onde os homens deixam de ser homens. Faço o caminho solitário por entre as ruínas da vida. O caminho onde tudo é muito pouco, e cada uma dessas coisas pequenas é demasiada."
José Luís Peixoto, in Nenhum olhar
outubro 17, 2009
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"O cinema é uma doença possessiva."
Glauber Rocha
* release: o jardim dos caminhos que se bifurcam, do borges... lembra? a única coisa a fazer sentido neste momento.
** silêncio...
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O fato da consciência humana permanecer parcialmente infantil por toda a vida é o âmago da tragédia humana.
Erik Erikson
outubro 16, 2009
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Todas as viagens são lindas, mesmo as que fizeres nas ruas do teu bairro. O encanto dependerá do teu estado de alma.
Rui Ribeiro Couto
outubro 15, 2009
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Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade.
John Kennedy
* não estou em crise. never! mesmo adiando as coisas, mudando os planos. eu sou paciente.
;-)
outubro 14, 2009
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"É por tudo ter de acabar que tudo é tão belo."
Charles Ramuz
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"O único encontro do homem é dentro de si, é o encontrar-se."
* não sei autoria
** como vc disse certa vez, o encontro seria perder-se por completo, o que buscar depois ?
amanhã, o nosso encontro!
outubro 13, 2009
pausa para a neblina
HOJE VOCÊ VÊ A FLOR. AGRADEÇA À SEMENTE DE ONTEM.
Haruo Ohara (1909-1999)
* “Para mim, o cinema deveria ser como a vida. Fluido, orgânico, fragmento. Mas ele é como a morte: insiste no eterno."
Jim Kleist
** para mim também...
outubro 10, 2009
outubro 09, 2009
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Tentação
Clarice Lispector
Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto de bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço, a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher ? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão do Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnado na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava ? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ele fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreendiam. Acompanhou-os com os olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
outubro 08, 2009
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pouco importa onde terminará a minha queda. de qualquer forma, um dia seremos poeira.
caio, caio. o abreu
* sublime. a calhar!
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Everybody's Changing
Keane
You say you wander your own land
But when I think about it
I don't see how you can
You're aching, you're breaking
And I can see the pain in your eyes
Says, everybody's changing
And I don't know why
So little time, try to understand that I'm
Trying to make a move just to stay in the game
I try to stay awake and remember my name
But everybody's changing and I don't feel the same
You're gone from here
Soon you will disappear
Fading into beautiful light
'Cause everybody's changing
And I don't feel right
So little time, try to understand that I'm
Trying to make a move just to stay in the game
I try to stay awake and remember my name
But everybody's changing and I don't feel the same
* eu estava em um momento de carência. você em seu relacionamento morno e acabou se rendendo ao jogo.
** quanto dura o amor? quanto dura um sonho? quanto dura uma ilusão? quanto dura um segredo? (se fossem perguntas só de um filme que estréia no cinema...)