fevereiro 29, 2008

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o menino me ensina
como um velho sábio
o quanto sou menina.
alice ruiz

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fevereiro 28, 2008

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Com o uso da palavra não há mais lugar para a imaginação.
Charles Chaplin

Publicado por lorenafoiembora em 03:14 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 26, 2008

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"Aprendi que essa fumaça, minha janela embaça, por fora, por dentro não!" Itamar Assumpção

Publicado por lorenafoiembora em 02:29 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 24, 2008

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"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
Caio Fernando Abreu, in Itinerário - Inventário do ir-remediável

Publicado por lorenafoiembora em 02:02 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 23, 2008

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"Amor, amizade, o que é que isso quer dizer? São convenções, minha querida. As pessoas amam-se ou não se amam. Depois há diversas formas de exprimir esse afecto, que vão mudando ao longo do tempo. O que acontece é que a sua família é composta por pessoas intensas. Pessoas capazes de suportar a permanência do sentimento, com todos os seus desequilíbrios internos, uma vida inteira. Não há muitas pessoas assim. Nunca houve. É por isso que eu gosto tanto de si. Porque a menina honra essa herança no seu coração."
Inês Pedrosa, in Nas Tuas Mãos

Publicado por lorenafoiembora em 02:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 19, 2008

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"O que faz a justiça é o ser justo.
Tão simples e tão banal. Tão puro."
Rui Barbosa

Publicado por lorenafoiembora em 10:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 17, 2008

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Mas o homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento.
Milan Kundera

Publicado por lorenafoiembora em 03:52 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 15, 2008

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"Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade."
Nietzsche

Publicado por lorenafoiembora em 01:19 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 11, 2008

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"Todo pássaro que aprendeu a esgravetar uma boa porção de vermes sem ser compelido a voar ficará para sempre na terra. Algo de análogo passa com os seres humanos. Se o pão lhes é oferecido regular e copiosamente três vezes ao dia, muitos deles contentar-se-ão perfeitamente vivendo apenas de pão - ou pelo menos, de pão e de espetáculos de circo."
Aldous Huxley

Publicado por lorenafoiembora em 01:54 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 10, 2008

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Preciso me encontrar
Cartola

Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Sorrir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir os pássaros cantar,
Eu quero nascer, quero viver...

Publicado por lorenafoiembora em 01:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 09, 2008

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Com as lágrimas do tempo
E a cal do meu dia
Eu fiz o cimento
Da minha poesia.

E na perspectiva
Da vida futura
Ergui em carne viva
Sua arquitetura.

Não sei bem se é casa
Se é torre ou se é templo:
(Um templo sem Deus.)

Mas é grande e clara
Pertence ao seu tempo
– Entrai, irmãos meus!


Vinícius de Moraes

Publicado por lorenafoiembora em 12:54 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 08, 2008

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Bem no fundo do sonho estão os sonhos. A cada
Noite quero perder-me nas águas obscuras
Que lavam o dia, mas sob essas puras
Águas que nos concedem o penúltimo Nada
Pulsa na hora cinza o obsceno portento.
Pode ser um espelho com meu rosto distinto,
Pode ser a crescente prisão de um labirinto
Ou um jardim. O pesadelo sempre atento.
Seu horror não é deste mundo. Causa inominada
Alcança-me desde ontens de mito e de neblina;
A imagem detestada perdura na retina
A infama a vigília como a sombra infamada.
Por que brota de mim, quando o corpo repousa
E a alma fica só, esta insensata rosa?
Jorge Luis Borges

Publicado por lorenafoiembora em 12:35 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 05, 2008

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o amor é nu. é forma e sobressalto.
no azul desta avenida verde-cana
entre mulher e cão, um lobo e asfalto,
um gerifalto passeia sua doidice.
a ebúrnea orelha abana. dizem: "ama".
ao gerifalto, pobre, falta-lhe a gama
comum de converter a viva flama
em menor chama: flerte de verão.
o pé então falseia. nariz no chão.
pela doce coluna vertebral
um furacão assoma. entra em coma.
o gerifalto morre. já não ama.

celso luiz paulini, in o gerifalto

Publicado por lorenafoiembora em 01:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 04, 2008

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"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer."
Clarice Lispector

Publicado por lorenafoiembora em 04:21 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 03, 2008

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"Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."
Vinícius de Moraes

Publicado por lorenafoiembora em 02:32 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 02, 2008

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"As flores de plástico não morrem."
Titãs

Publicado por lorenafoiembora em 11:47 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 01, 2008

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"Dito às claras e às secas, sou da raça sem méritos nem brilho, que não teria nada a legar aos seus sobreviventes se não fossem os fatos que me proponho a narrar do jeito que conseguir nesta memória do meu grande amor."
Gabriel Garcia Márquez, in Memórias de minhas putas tristes

Publicado por lorenafoiembora em 11:27 PM | Comentários (0) | TrackBack

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"(...) qualquer coisa que tenho entre as mãos cai no chão, e antes de dizermos qualquer coisa há a necessidade quase milenar de curvar-se para apanhar o objeto caído, um livro, um cigarro, provavelmente uma estrela. (...) E sorrir, então, e dizer bom dia, boa tarde, talvez boa noite, e convidar a sentar, como se costuma nessas situações, e explicar sempre que não há muito onde sentar, e espalhar cinzeiros, fechar a porta, escolher rapidamente um disco lento e abandonar a coisa que estivesse fazendo para sentar no canto oposto da cama, talvez cruzar as pernas, acender um cigarro, abrir um livro, olhar uma estrela, falar e ouvir durante horas coisas duras e inúteis, e de repente me perceber novamente deslizando para um mar aberto feito boca, convite na esquina, veludo atrás de vidraça, e não ceder porque não seria de se esperar que eu cedesse agora, nessas situações, embora me consuma, e penso. (...)"
caio fernando abreu, in qualquer coisa

Publicado por lorenafoiembora em 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack