maio 31, 2008

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"Quanto a mim mesma, sempre conservei uma aspa à esquerda e outra à direita de mim."
Clarice Lispector

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maio 30, 2008

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E se incendeias meu cérebro, então te conduzirei no meu sangue...
Rilke

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maio 25, 2008

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Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu.
Caio Fernando Abreu

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maio 21, 2008

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"borboleta é pétala que voa."
clarice lispector

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maio 20, 2008

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"Devemos modelar as nossas palavras até se tornarem o mais fino
invólucro dos nossos pensamentos. Os pensamentos são divinos."
Virginia Woolf, in Orlando

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maio 19, 2008

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Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bem e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos - e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna tão simples e tão indiferente...
Lya Luft

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maio 18, 2008

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"Não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora?"
Charles Bukowski

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maio 17, 2008

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"É errado, portanto, censurar um romance que é fascinante por suas misteriosas coincidências (...) mas é certo censurar o homem que é cego a essas coincidências em sua vida diária. Pois sendo assim, ele priva sua vida de uma nova dimensão de beleza."
Milan Kundera, in A Insustentável Leveza do Ser

Publicado por lorenafoiembora em 03:22 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 15, 2008

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Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara
com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Cecília Meireles

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maio 14, 2008

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"Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
uma espectadora de mim mesma,
Eu tenho que ter o
melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre
luzes brandas e músicas invisíveis."
Fernando Pessoa

Publicado por lorenafoiembora em 07:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 12, 2008

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"Assovia o vento dentro de mim.
Estou despido. Dono de nada, dono de ninguém, nem mesmo dono de minhas certezas, sou minha cara contra o vento, a contravento, e sou o vento que bate em minha cara."
Eduardo Galeano

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maio 11, 2008

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Todo perceber é também pensar, toda racionalização é também intuição, toda observação é também invenção.
Rudolf Arnheim

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maio 10, 2008

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"Mas na realidade não há nenhum eu, nem mesmo no mais simples, não há uma unidade, mas um mundo plural, um pequeno firmamento, um caos de formas, de matizes, de situações, de heranças e possibilidades."
Hermann Hesse

Publicado por lorenafoiembora em 04:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 09, 2008

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"Aquele um vai entrar um dia talvez por essa mesma porta, sem avisar. Diferente dessa gente toda vestida de preto, com cabelo arrepiadinho. Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. é por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor."
Caio Fernando Abreu

Publicado por lorenafoiembora em 11:29 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 08, 2008

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O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente? O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.
Fernando Pessoa, in O Rio da Posse

Publicado por lorenafoiembora em 02:45 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 07, 2008

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Como sei pouco e sou pouco
faço o pouco que me cabe
me dando 'inteira'
Thiago de Mello

Publicado por lorenafoiembora em 02:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 06, 2008

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"Bobo é aquele que ama sem esparadrapo."
Nelson Rodrigues

Publicado por lorenafoiembora em 02:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 05, 2008

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"Minha vida não daria um romance. Ela é muito pequena. Mas é meio sem sentido ficar pensando em jeitos de escrever se ninguém nunca vai ler. Talvez eles me impeçam até mesmo de contar o que se passou. Mas há dias está tudo escuro e a luz da vela em cima da minha mesa não vai acordar ninguém.
Bem, acho que todas as narrativas desse tipo começam com um nasci no dia tal em tal lugar, coisa profundamente idiota, porque se o sujeito está escrevendo é mais do que evidente que nasceu. Pois eu também nasci, determinado dia, determinado lugar. O quando eu não lembro, mas onde foi aqui mesmo. Nunca saí daqui. Nem vou sair mais, eu sei. A cada dia tudo se tonar um pouco mais difícil. Por isso é quase impossível que isto aqui se torne uma história interessante. As pessoas gostam de aventura, de viagens, trepações loucas. E eu nunca tive nem fiz essas coisas. Queria escrever qualquer coisa grande, ou muito triste ou muito escura, mas qualquer coisa de muito, e que alguém, se descobrisse, publicasse e procurasse castigá-los. Mas vai sair tudo parecido comigo: desinteressante, miúdo, turvo."
Caio Fernando Abreu

Publicado por lorenafoiembora em 01:38 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 04, 2008

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"O que sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se entendesse."
Clarice Lispector

Publicado por lorenafoiembora em 04:41 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 03, 2008

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O que é a beleza ? uma nova aptidão para nos dar prazer.
Stendhal

Publicado por lorenafoiembora em 04:07 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 02, 2008

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"Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha."
Mário Quintana

Publicado por lorenafoiembora em 02:46 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 01, 2008

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Ò delicados!
Vós que pousais o amor sobre ternos violinos
ou, grosseiros que pousais sobre os metais!
Vós outros não podeis fazer como eu,
virar-vos pelo avesso
e ser todo lábios.
Maiakovski

Publicado por lorenafoiembora em 09:05 PM | Comentários (0) | TrackBack