"Eu queria, como tu, não saber que
os outros não valem nada
pra os poder admirar como tu!
Eu queria que a vida fosse tão divinal
como tu a supões, como tu a vives!
Eu invejo-te, ó pedaço de cortiça
a boiar a tona d'água, à merce dos ventos,
sem nunca saber que fundo que é o Mar!"
Almada Negreiros , in "A cena do ódio"
Publicado por lorenafoiembora em setembro 7, 2006 02:39 PM