novembro 22, 2007

...

Mas, quando nada subsiste
de um passado antigo, depois
da morte dos seres, depois da destruição das coisas, sozinhos, mais frágeis porém mais vivazes,
mais imateriais,mais persistentes, mais fiéis, o aroma e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, chamando-se, ouvindo, esperando, sobre ruínas de tudo o mais, levando sem se submeterem, sobre suas gotículas quase impalpáveis, o imenso edifício das recordações.
Marcel Proust

Publicado por lorenafoiembora em novembro 22, 2007 12:53 AM | TrackBack
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