meu coração despedaçado não aguenta mais, não pode, não quer, não tem tempo, não tem nada que me faça ficar sentado deitado de pé esperando, haja fogo, meu coração não aguenta ficar sentado, calado sofrendo morrendo debaixo da chuva, sentado na calçada no meio do caminho, vereda tropical, esgoto das maravilhas, ilhas trilhas, musical, calma calamidade, fevereiro março abril.
até que pinte outra maneira de viver em paz.
até que não me queiram mais calado embora eu nunca fique como me adoravam, sabe? até que a morte me separe e reintegre após transações heurísticas, sabe? até que tudo igual a nada igual à poeira da ossada, sabe? até que, um dia, enfim.
Torquato Neto
Publicado por lorenafoiembora em outubro 19, 2008 03:03 AM | TrackBack